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Risco do álcool na Gravidez

Durante a gravidez a ingestão de bebida alcoólica pode trazer sérios riscos à saúde do bebê. Isso porque tudo o que se come vai direto à placenta, sendo que o álcool demora mais tempo para ser absorvido pelo organismo. Recomenda-se que nesse período o consumo de álcool seja reduzido. O início da gestação é o mais complexo, é nele que começa a formação e desenvolvimento do feto.

Um dos riscos da ingestão de álcool na gravidez é o desenvolvimento da Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de um milhão de bebês nascem com a doença, dos quais cerca de 50 mil casos só no Brasil. Essa enfermidade pode ocasionar diversas malformações fetais, principalmente correlacionado com o déficit do desenvolvimento neurológico, mental e cognitivo do bebê. Além dessa enfermidade, outros problemas podem ocorrer durante a gestação, dentre eles está o aborto, óbito fetal tardio ou outras inúmeras deficiências físicas.

Entenda como funciona o álcool no organismo do bebê:

Ao ingerir o álcool, o líquido é absorvido e vai direto para a circulação sanguínea, passando por um processo de metabolização dentro do fígado – o álcool transforma-se em acetaldeído, produto tóxico resultante da primeira fase do metabolismo do álcool, apresentando alta capacidade de difusão em tecidos e líquidos corporais.

No corpo da gestante, esse metabólito atravessa a placenta por meio da circulação placentária, chegando à circulação fetal e, consequentemente, ao líquido amniótico. Após cerca de uma hora da ingestão da bebida alcoólica, os níveis de etanol são equivalentes tanto no sangue materno como no sangue fetal. Entretanto, o organismo do feto ainda não está adaptado para a correta metabolização do álcool, fazendo com que a concentração do etanol permaneça elevada no sangue fetal por mais tempo. Dessa forma, pequenas quantidades de álcool podem causar males ao feto – principalmente ao tecido do sistema nervoso central que está em formação.

Características da SAF:

  • Dismorfia na face (deformações faciais) típicas desta síndrome como: cabeça pequena; prega epicânticas, face plana, nariz curto, lábio superior fino, pequena abertura nos olhos; microcefalia;
  • Atraso no crescimento, a nível intrauterino e após o nascimento
  • Alterações na visão e audição, podendo desenvolver surdez ou alterações da linguagem;
  • Lesões no sistema nervoso central das quais resulta atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, dificuldades de aprendizagem, de atenção e memória, distúrbios de comportamento;
  • Outras anomalias a nível cardíaco, esquelético ou dos órgãos genitais.

Abraços,

Dra. Bruna Sesma Barreto

 

 

 

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